Fracasso absoluto no Japão, onde só teve uma temporada com 46 episódios e foi logo arquivado, o caçador de monstros espaciais superou as expectativas ao estrear no Brasil.
Tornou-se a primeira febre japonesa pop moderna nas terras tupiniquim, um sucesso que superou os suportes no qual foi concebido, saindo da TV para transformar-se em bonecos, revistas, figurinhas colecionáveis, chiclete, caderno, jogos de tabuleiro, entre outros.
O Fantástico Jaspion (巨獣特捜ジャスピオン Kyojū Tokusō Jaspion) é uma série de TV de tokusatsu do gênero dos Metal Heroes, produzido pela Toei Company e exibido pela TV Asahi entre 15 de março de 1985 e 24 de março de 1986. Foi estrelada por Hikaru Kurosaki no papel-título. No Brasil, foi televisada a pela Rede Manchete a partir de 1988.
Aqui a série tinha o título de “O Fantástico Jaspion”, cujo título original era Kyojuu Tokusou Jaspion. Jaspion é a junção da expressão inglesa Justice (cuja pronuncia niponica é “jastice”) Champion que significa “Campeão da Justiça”. Kyojuu significa monstro gigante, enquanto Tokusou é a abreviação de tokubetsu sousa (investigação especial). Portanto, a tradução seria algo como Campeão da Justiça Investigador de Monstros Gigantes ou Investigador de Monstros Gigantes Jaspion. Algumas vezes o titulo é romanizado como “Juspion” mas tanto a pronuncia original dos atores quanto a trancrição do titulo em katakana são “Jaspion” (mais sobre a série)
“Jaspion”, em 1985, nada mais fazia do que captar os ensinamentos de “Guerra nas Estrelas” (1977) e os traduzir para a cultura oriental dos monstros gigantes. O fato de ser bem colorido e bastante barulhento — ao contrário por exemplo do antigo Ultramen — certamente ajudou.
Outra ajuda foi o fato de a Rede Manchete escalar o programa para o fim da tarde, logo depois que a criançada chegava da escola. Mas a razão que fez Jaspion fracassar lá fora — e virar sinônimo de série japonesa no Brasil — ainda não tem resposta.
Entre os diversos subgêneros dos seriados de ação japoneses (família Ultra, filmes de monstrengos tipo Godzilla, esquadrões com cinco heróis e outros), Jaspion se insere no chamado heróis de metal.
Conta-se que lá pelo décimo capítulo a Toei fez uma exigência marcante: que o herói tirasse o permanente do cabelo. Por sorte, os manda-chuvas decidiram manter a camisa de leopardo albino.
Dublagem
O dublador de Jaspion é o ator Carlos Takeshi, hoje famoso após fazer algumas novelas e passar 12 anos no canal Shoptime, vendendo computadores e videogames.
Ele ainda estava na faculdade quando a Álamo estava procurando novas vozes para dublagens. “‘Jaspion foi meu primeiro trabalho que durou mais do que um ou dois dias”, disse o ator.
“Mas, logo no começo, vi que ia sofrer muito. É muito grito. É ‘Hu, Hei, Ha, Iá’ pra todo lado. A garganta sofria mesmo”, conta Takeshi, que entende japonês e logo pegou o jeitão da coisa: “Não precisava nem assistir antes a movimentação labial. Era só sair aos berros”.
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Mais
DVD “O Fantástico Jaspion – 1″
Lançamento: Focus Filmes.
Quanto: R$ 24,90 (avulso), R$ 99 (5 DVDs) ou R$ 149,90 (lata com 5 DVDs, cards e boneco).
Classificação: Livre.
Fonte: Folha
Estamos quase lá! Faltam 14 dias para o Otacon. Vamos relembrar a Geração Rede Manchete!









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